Sem essa de “Coach”, o que te incomoda é ver as pessoas bem! 

Durante o ano de 2017 (que já tá pertinho de acabar) o que eu mais vi rolar na internet foi a guerrinha entre os “Good Vibes” e os que se consideram “Realistas, pé no chão”. Quando eu digo guerra, é praticamente uma guerra mesmo. O que eu li de textões dizendo que o mundo hoje em dia é formado por coachs e pessoas que vendem a ideia do impossível, não tá escrito!

Foi ai que eu cheguei a conclusão de que, na verdade, não é papo inspirador que aflige as pessoas e sim o fato delas perceberem que os outros estão bem e que elas não conseguem ficar tão bem assim. Como assim? Se eu lei auto ajuda, se eu sigo canais de coaching, se assistir e leio “O Segredo” é um problema único e exclusivo meu, o poder que aquilo tem sob a minha vida, diz respeito somente a mim, então porque as pessoas se incomodam tanto?

Dizem por ai que a geração “Empreendedora” é uma das piores que existe, pois ela tenta vender a ideia de que os sonhos não são impossíveis e de que você precisa trabalhar duro pra chegar onde você quer e que, vejam bem, isso reduz as pessoas a meras máquinas de consumo.

A verdade é que qualquer método que te impulsione a seguir seus sonhos e continuar tentando aproveitar o melhor da vida vale muito a pena. Pessoas frustradas não conseguem enxergar o poder que uma frase “motivacional” tem, o poder que um vídeo inspirador tem; elas acham um saco ver que as pessoas conseguem crescer se baseando naquilo, que as pessoas conseguem dar o seu melhor e acreditar no seu potencial.

Não tenham vergonha de correrem atrás de inspiração, de conversas motivacionais, de vídeos bonitinhos, qualquer coisa que te tire na inércia é válida! Qualquer coisa que te motive a ser uma pessoal melhor, vale o seu tempo. Quanto as pessoas que criticam essas atitudes? Você só deixa de lado, não se abale! 

Como sobreviver aos primeiros 6 meses sozinha: Parte I

Preste atenção na sua alimentação! 

Já contei em um outro post aqui (não sei ser adulta, e agora?) que durante os primeiros meses aqui em São Paulo, eu simplesmente surtei por não saber como cozinhar e por ser tímida pra ir na cozinhar e tentar algo novo! Como resultado dessas duas sensações eu acabei comendo muita besteira e engordando muito. Mas o maior dos problemas não foi o ganho de peso extra, a minha saúde ficou um lixo.

Eu estava me sentindo mal e cansada com um certa frequência e foi quando eu decidi procurar uma nutricionista pra entender o que o meu corpo estava tentando me dizer. Ao chegar com o resultado de uma bateria de exames lá, ela ficou extremamente preocupada, meu colesterol estava muito alto e os meus índices de vitaminas muito baixos. Nessa brincadeira, a gente teve que cortar tudo e eu tive que me propor a ir na academia todos os dias da semana.

Hoje, um mês depois, apesar de não estar comendo vegetais todos os dias como deveria (pois não consigo ter tempo pra prepará-los), eu cortei todas as besteiras do meu cardápio e como apenas comidas leves e saudáveis. O resultado foi: -8kg na balança e uma sensação de bem estar absurda, eu não me sinto mais cansada e o meu condicionamento física está excelente. Obviamente, a dieta não acaba por aqui e até novembro eu ainda sigo nessa restrição alimentar, quanto ao exercício físico, apesar da preguiça, ele terá que fazer parte do meu dia-a-dia pra sempre!

Onde eu quero chegar com todo esse discurso de mãe? É que se você quer sobreviver aos 6 primeiros meses morando sozinha sem destruir por completo a sua saúde, planeje a sua comida. Se por acaso você for tímida como eu e tiver que dividir um apartamento com pessoas que você não tem intimidade, então opte por comer em um restaurante a KG, compre frutas e não faça do seu corpo uma lixeira.

O problema aqui não é comer besteira é o quão constante isso te torna quando você não tem alguém pra te supervisionar, quando está em uma cidade completamente estranha e aprendendo a lidar com as suas coisas sozinho. Parece fácil e, provavelmente, se você está prestes a passar por isso deve estar ansioso, mas se você não se organizar e se planejar, o preço que você terá que pagar vai ser alto.

Se você está se preparando pra uma mudança aproveite agora pra aprender a cozinhar o básico: Arroz, feijão, frango, e verduras. Aprenda táticas de congelá-las ou alguma outra maneira de repor suas vitaminas caso não consiga comer o tempo todo de forma saudável.

Outra dica muito importante e fundamental é: Nunca pule refeições. Tome um café da manhã reforçadíssimo, especialmente se você for estudar pela parte da manhã. Acorde mais cedo, prepare uma vitamina, pães, frutas e o que você puder fazer para aguentar firme o restante do dia. E por último, mas não menos importante: Não coma miojo todos os dias! Parece tentador, mas os resultados não serão!

 

Como estudar em uma universidade americana – Parte II

Eu tenho que ser um gênio pra conseguir estudar em Harvard?

Na parte I dessa saga de posts nós falamos sobre os maiores mitos que cercam o desejo de estudar em uma universidade americana. Nesse post a gente vai aprofundar em um ponto que eu escuto muitas pessoas dizendo: “Quem entra em uma universidade americana de ponta, normalmente é um gênio“.

Estamos aqui pra desmistificar essa teoria e pra entender o que faz de uma pessoa um gênio, o que faz torna esse candidato bom o suficiente pra entrar em uma Harvard, MIT, Caltech, Yale da vida.

Primeiramente:

É importante entender que o conceito de gênio muitas vezes é entendido de forma equivocada, o que faz parecer que aquele pessoa em questão possui um dom muito especial que o torna diferente e melhor que todas as outras pessoas do mundo, o que não é verdade.

Normalmente o que conhecemos e chamamos de gênio é nada mais que uma pessoa que se dedica intensamente a conseguir algo, uma pessoa estudiosa, que faz muitas atividades extracurriculares e que, por conta disso, consegue se destacar no meio acadêmico.

Entretanto,

é importante entender que as universidades americanas buscam perfis diferenciados. É certo que notas boas te fazem se destacar, mas só isso não significa nada. O que as Ivy League e tantas outras buscam é um perfil de destaque, alguém que tenha perfil de liderança, que se sobressaia perante os outros e que prove que vá conseguir fazer o melhor durante a sua experiência naquele universidade.

Tá, mas, como eu me destaco?

Essa é uma pergunta bem complicada de se responder, uma vez que, o perfil dos alunos que ingressam nessas universidades é bem variável. Normalmente, se você apostar em tentar todas as coisas que um aluno X fazia só pra conseguir entrar em Harvard muito provavelmente você vai falhar. Mas, porquê? As universidades de ponta buscam alunos que sejam diferentes entre si, mas que possuam algo em comum: o desejo de mudar o mundo.

Ou seja, de nada adianta ser só um aluno nota 10, você precisa mostrar o que você já fez pra acrescentar no mundo. Quais foram seus grandes projetos, grandes ideias, atos de liderança. Quais foram as vezes que você tomou a frente de uma situação e porque você fez isso?

Se você já está no último ano do ensino médio e ainda não tem nada disso: 

Vale apostar em experiências intensas, participe de hackathons, atividades voluntáriasfaça um grande projeto (quem sabe até um grande canal no youtube!), publique artigos, pesquise por algo que você goste e se interesse muito e se dedique intensivamente nisso. Lembre-se que nunca é tarde para começar!

Se você entrou no ensino médio agora e já quer começar a se preparar: 

Você tem todo o tempo do mundo, não existem barreiras para o que você pode fazer nos próximos três anos. Seu tempo para pensar em algo que te inspira de gerar projetos disso é enorme. Faça uma lista de coisas que você gosta, leia mais sobre esses assuntos e crie! Assuma uma atitude de liderança, procure saber mais sobre as competições, atividades oferecidas na sua escola e iniciativas impactantes que existam na sua cidade.

Eu sei que no começo pode parecer que é muita coisa e que isso é quase impossível, mas não é! Na verdade, nada é impossível, se você se dedicar e começar a trabalhar cedo nessa sua nova empreitada logo você será capaz de colher os frutos! É uma jornada intensa e, talvez, até mais sofrida que os vestibulares convencionais, mas para deixar vocês inspirados de verdade, eu escolhi um vídeo onde a Tábata explica um pouco mais sobre a vida em Harvard.

Espero que tenham gostado e, no próximo post falaremos sobre as tão polêmicas bolsas de estudo.

1 ano de Big Chop, cabelo cacheado e outras considerações.

Quem me conhece sabe que eu sempre usei o cabelo liso, desde os 9 anos que eu escovo ou aliso e até então nunca tinha visto meu cabelo natural. Para vocês terem ideia do problema eu não tenho fotos de cabelo cacheado de quando era mais nova. Sempre gostei do meu cabelo liso, mas pelas químicas e falta de cuidado ele acabou ficando extremamente ressecado, fino e feio.

Não importava mais quanto eu gastasse tentando fazer hidratações ou procedimentos de tratamento; ele simplesmente não absorvia mais nada, meu cabelo estava morto. Em janeiro de 2016 eu fiz a última química do meu cabelo: um relaxamento na franja, seguido de uma escova progressiva no comprimento do cabelo. Odiava me sentir escrava das químicas mas tinha plena noção de que pra onde eu ia (Campus Party) eu precisava de algo prático que não me desse trabalho e escovar o cabelo não era uma opção.

Depois da última química, passei a utilzar apenas o botox da forever liss na minha franja pra manter ela alinhadinha, já que ela crescia rápido e inchava bastante. No comprimento do cabelo o esquema era o de sempre: Secar com secador e passar chapinha, chapinha o tempo todo, pra ele ficar alinhado e impecável.

Meu cabelo já não crescia mais. Na verdade, ele até crescia, mas como quebrava muito eu não via o comprimento dele. Já estava muito insatisfeita com a situação e não conseguia achar uma saída, já que nenhum tratamento funcionava mais. Naquela época, algumas amigas estavam passando por transição e cortando seus cabelos, deixando seus cachos aparecerem e o que mais se via na internet eram vídeos de youtubers cacheadas.

Foi assim que me convenci de que era hora de cortar e ver os meus cachos. Foi assim, num surto de decisão que sentei em frente ao espelho no meu quarto e decidi que iria cortar. Como não tinha passado por transição, o meu cabelo não tinha uma raiz considerável, logo ficou totalmente joãozinho, o susto foi grande, mas eu tentava me convencer de que tinha ficado legal e de que eu iria me acostumar.

O choque foi grande tanto por minha parte quanto por todas as pessoas que me conheciam. De amigos à familiares, ninguém acreditava no que eu tinha feito. No começo foi maravilhoso, a textura do meu cabelo era quase ondulada, a raiz estava baixinha e o cabelo era fácil de controlar. Um pouco de creme alí, um pouco de creme aqui e em 3 minutos eu estava pronta pra ir pra faculdade.

Entretanto o grande problema nessa fase foi a minha auto-estima, no começo estava tudo as mil maravilhas, até que eu percebi que as pessoas começaram a me tratar diferente, a me olhar diferente e que elas questionavam demais o meu cabelo. Tudo aquilo foi pesando absurdamente em mim e eu acabei perdendo toda a vontade de me cuidar.

O grande problema, na verdade, começou quando meu cabelo cresceu. Ele estava crescendo muito rápido e apesar de estar feliz com a situação, a textura dele estava mudando, o fator encolhimento deixava ele muito menor e ele começou a formar um belo black power (que eu odiava). A minha auto-estima que já estava baixa, caiu a níveis amedrontadores.

Foi então que eu comecei a me questionar: porque eu estava usando o cabelo cacheado? Eu não me sentia bem com ele, não me sentia bonita, não me sentia feliz, queria voltar pro liso a todo custo, mas tinha medo. Medo de como seria voltar a cuidar dele liso, medo de estragar, medo do que diriam.

Depois de muito adiar levando em consideração o que todas as pessoas me diziam (“Porque alisar se você cortou pra usar cacheado?”), eu decidi que seria uma boa ideia passar a chapinha pra ver como ficava e fiquei simplesmente apaixonada, era isso, eu amava meu cabelo liso e eu me sentia muito bem com ele assim.

Hoje em dia eu escovo todo final de semana, mas tenho sentido a necessidade de um tratamento química pra ajudar a reduzir o volume, entretanto ainda não decidi o que vou fazer, estou dando um tempo pra pesquisar e encontrar algo que não agrida tanto o cabelo e que eu consigo fazer num longo espaço de tempo.

A mensagem que quero deixar é não sigam padrões, sejam eles cacheados ou lisos! Você não é obrigada a aceitar o seu cabelo do jeito que ele é, o importante é que você se sinta bem! O cabelo é seu, as decisões são suas e a forma como você usa só tem que agradar a você!

Eu não sei ser adulta, e agora? 

Quando eu era mais nova, costumava sonhar com o dia em que eu sairia de casa e conquistaria a minha tão sonhada independência. Acredito que todos nós já passamos, ou estamos passando, por essa fase em que tudo o que nós mais desejamos é sair de casa e ir em busca da liberdade que é ser adulto. Mas, será que você sabe ser adulto? 

A verdade é que eu sempre almejei ter meu próprio apartamento, poder ficar sozinha sem ninguém pra me dizer o que fazer, voltar a hora que eu quisesse pra casa e viver sem ter que pedir a permissão dos meus pais para tudo. O problema é que na nossa cabeça as coisas sempre vão funcionar perfeitamente e, por esse motivo, acabamos ignorando todos os possíveis problemas e alimentando expectativas surreais a respeito de algo que até então parece a solução de todos os nossos problemas.

Não posso negar que até o final de 2016 eu tinha essa mentalidade. Ao decidir que viria para São Paulo e conseguir o apoio dos meus pais, não tinha um dia sequer que eu não passasse sonhando sobre como seria incrível finalmente mandar na minha própria vida. Eu fazia listas de receitas que prepararia, pastas e mais pastas no pinterest de ideias incríveis de como decoraria meu quarto e por aí vai.

Mas a surpresa chegou assim que a ficha, de fato, caiu. O primeiro mês aqui nessa cidade maravilhosa foi cheio de altos e baixos, me mudei 100% sozinha pra casa de uma completa estranha e no auge da minha timidez não conseguia nem sequer preparar minha própria comida e acabava me alimentando de mão com mortadela. Com o tempo a solidão que era tão desejada por mim foi se tornando uma tortura sem fim.

A ficha de que eu não tinha amigos e que eu não conhecia ninguém aqui foi caindo e eu me via perdida e sem companhia pra fazer qualquer coisa que eu desejasse fazer. Lavar roupa não é tão fácil quanto parece e, por esse motivo, passei a usar só roupas pretas, pois sujavam menos. Optei por comidas rápidas, lanches e besteiras e com isso ganhei cerca de 10kg só nos 6 primeiros meses. A falta de contato social atingiu a minha ansiedade em cheio e me trouxe problemas de compulsividade alimentar e outros problemas emocionais.

Hoje em dia, um pouco mais estabilizada (mas nem tanto) me pego refletindo sobre a vida adulta. Ela é um soco no estômago, quando você menos espera. A vida adulta não é fácil, não é divertido correr da faculdade pro trabalho e almoçar em menos de 20 minutos, não é legal não ter tempo pra fazer as coisas que você gosta e o dinheiro que você tanto desejava (a tal da independência) vai embora no seu aluguel e na sua comida.

Você aprende muito, sim isso é um fato. Mas é um aprendizado dolorido, que machuca, que te faz querer arrumar suas malas e ir pra casa dos seus pais pedir colo. Vale a pena, você vai crescer muito! Mas se eu posso te dar um conselho é para não ter pressa. Mais cedo ou mais tarde a vida adulta vai chegar pra você, aproveite o momento que você tem agora, aproveite cada segundo no sofá dos seus pais, da comida da sua mãe, porque você vai sentir muita falta e vai entender que os adultos são frios porque a vida nos faz frios.

Como estudar em uma universidade americana – Parte I

Logo que eu entrei no ensino médio tinha uma vontade absurda de estudar fora do Brasil, o meu destino desejado? Estados Unidos, claro. Sempre ouvia e via histórias de High School e universidade que me faziam desejar demais a experiência de passar um tempo por lá.

Com o tempo acabei não conseguindo fazer nenhuma das duas modalidades, mas aprendi bastante nas minhas  corridas em busca de informações e por isso achei mais do que justo compartilhar isso numa série de posts aqui no blog, a minha intenção é fazer com que você que tem esse mesmo sonho consiga realizá-lo!

O primeiro post dessa série é especialmente para você que não sabe se tem os pré-requisitos necessários para entrar numa universidade americana ou que está perdido sem saber por onde começar! Vamos lá, primeiramente é importante saber que quanto mais cedo você começar a se preparar, melhor será os seus resultados. Mas, caso você já esteja no terceiro ano do ensino médio, nada está perdido, você tem um belo e longo caminho pela frente.

1Quando é a hora certa de começar a se preparar?

A verdade é que quanto antes você decidir que quer estudar nos EUA, melhor vai ser para se organizar. Se você não é um aluno muito estudioso e precisa de uma bolsa, por exemplo, vai ter tempo de melhorar suas notas, atividades extracurriculares e conseguir impressionar as melhores universidades!

2.  Quais são os pré-requisitos necessários? 

Bom, quando falamos de pré-requisitos existem várias formas de dividi-los. Se você quer saber os pré-requisitos para entrar em uma universidade da Ivy League (que falaremos em breve) então você deve saber que precisará se destacar entre todos os outros estudantes para conseguir ser aceito e se destacar mais ainda para conseguir uma bolsa.

Apesar de muito se falar em notas, a verdade é que o processo de application é holístico, ou seja, você será analisado como um todo e não apenas como notas num boletim.

Por esse motivo é importante que você se dedique a atividades extracurriculares e foque em explorar suas melhores qualidades, mostrando assim para os avaliadores do que você é capaz.

Universidade Americana

3. Se eu não tiver medalha de olimpíada estudantil eu não vou conseguir entrar?

Não, outro mito. Existem inúmeras universidades nos EUA e cada uma tem uma taxa de aceitação diferente da outra, isso implica que as olimpíadas podem sim ser um diferencial na hora de analisar o seu currículo, mas não serão uma forma de te excluir do processo seletivo.

É importante lembrar que você deve focar e dirigir o seu esforço para atividades que você se sinta bem desenvolvendo e não única e exclusivamente para entrar na universidade.

4. E se eu não tiver notas boas? 

Isso era uma das coisas que eu mais procurava já que, apesar de ter sido muito estudiosa no ensino médio eu não era aluna de tirar só 10, tinha lá minhas dificuldades e acabava tirando um ou outro 6.0.

A verdade é que, existe um certo mito em cima da questão das notas, pois você não é avaliado levando em consideração apenas suas notas, mas sim o seu ranking em relação aos demais alunos da sua sala, ou seja, você pode ser o melhor mesmo tendo notas entre 7 e 8, isso significaria que, para o nível da sua sala, com suas notas você se destacava mais.

O conselho que fica pra essa situação é sempre procurar um professor ou coordenador responsável pela sua turma e pedir que ele faça esse ranking, assim você vai ter mais noção de como está sua situação perante a sua sala. Mas, olha, não precisa pirar com isso. Como já disse antes, o processo é holístico e eles te analisam como um ser humano e não como uma máquina que só foi programada para estudar 😉

5. E eu tenho chance? 

Bom, você só vai saber se tentar. Existem bolsas para pleitar todo o processo, uma vez que ele não é lá muito barato (sai entre 2 – 3 mil reais), existem bolsas de estudo para as universidades e também existem bolsas de instituições brasileiras que servem para ajudar os estudantes a se bancarem fora do Brasil, ou seja, você precisa tentar nem que seja pra saber o que vai acontecer, lembre-se que o não você já tem!

Como estudar em uma universidade americana?

Nos próximos posts da série nós falaremos sobre bolsas de estudo, sobre como se preparar parar as provas e como encontrar a universidade perfeita pro seu perfil! Salva logo o link do blog nos seus favoritos e compartilha esse post com todos os seus amigos para que vocês consigam realizar esse sonho que é estudar fora do Brasil 🙂

O Medo do medo de sentir medo e outros Medos.

Olá! Eu queria que meu primeiro post nesse blog fizesse jus ao motivo de eu tê-lo criado, esse texto fala sobre as aflições da fobia mais perturbadora que vocês terão o desprazer de conhecer. É uma mistura de desabafo com poesia, é uma boa forma de mostrar ao universo que estou pronta para superar tudo isso.

São 03:00 da manhã e eu não consigo fechar os olhos para descansar, minha cabeça não consegue se calar e eu não consigo parar de pensar: “O que será do amanhã?”. Finalmente, a minha mente decide que é hora de parar e eu consigo cair no sono, mas, como de praxe, sempre os mesmos sonhos perturbadores me perseguem. Medo. Medo e Medo, é o que me resta afinal.

Mais um dia começa, o sol já bate suavemente no meu rosto me avisando que eu preciso tirar forças de onde eu nem imagino para conseguir levantar e trabalhar. Nada parece real e eu sigo me perguntando: “Porque eu estou aqui? Qual o sentido de tudo isso?”. Meus banhos deixaram de ser relaxantes e se tornaram leves sessões de tortura, onde o simples fechar dos olhos pode se tornar o mais desesperado impulso de fim.

Mas sigo dizendo: “Tudo bem, vencemos essa etapa, vai dar tudo certo!”, mas minha mente sabe que é só uma forma boba de tentar enganá-la; como aquela mãe que diz “na volta nós compramos” e nunca volta, e nunca compra.

O automático está ligado e eu uso os livros para me tirarem dessa realidade coberta por pensamentos que me levam ao medo, mas enquanto eu leio não tenho paz, pois se o medo não está alí é sinal de que o medo de sentir medo está logo atrás.

Uma respirada bem profunda e a garganta parece ter um nó. Bate o desespero. “Será que eu estou sufocando?”, olho para os lados a fim de identificar as possíveis pessoas que salvarão minha vida caso seja necessário. Ninguém parece amigável. Estou em maus lençóis.

As horas no trabalho parecem se arrastar, mas pelo menos por aqui eu já conheço os rostos de quem vai me dar socorro se eu precisar. Engraçado que dia desses me chamaram pra comer um frango com queijo, fiquei com tanto medo da quantidade de óleo que aquela comida tinha que não conseguia aproveitar o sabor maravilhoso e, como sobremesa, experimentei a sensação de que meu coração pararia a qualquer momento durante o restante do dia.

A cada 15 minutos mais uma respirada profunda, só pra checar se a respiração tá ok. “Acho que hoje tá tudo bem, vou sobreviver!”.

Olho pro notebook e pareço estar distante de tudo, as mãos começam suar, “Porque?”, começo a entender os sinais, “Tá tudo calmo demais para estar direito, algo de ruim vai acontecer”, o medo voltou…

São 05 da tarde, hora de ir pra academia, hora de me exercitar e ficar feliz, certo? Errado. Hora de caminhar na esteira com o medo de que a qualquer momento eu possa simplesmente desmaiar. Checa a respiração. Parece que tá tudo ok. “Será que se eu passar mal aqui alguém vai conseguir me salvar a tempo?”.

A cabeça sempre baixa, a insegurança está sempre ali. “Será que alguém tá percebendo que eu não tô bem?”, “Será que eu tô bem?”. Cabeça pesa. A vontade de ir pra casa, desligar as luzes e prostrar segue bem forte.

Finalmente em casa, o exercício baixou minha pressão. “Será que eu vou passar mal?”, “Não tem ninguém em casa, não conheço meus vizinhos, será que vai dar tempo de ligar pra ambulância?”. Sinto um leve desconforto no braço, começo a me desesperar.

Volto pra cama e tudo se repete, dia e noite, todo santo dia, todo santo mês, todo santo ano. Meses sem medicação por medo da reação, meses sem tentar coisas novas por medo da reação, meses se submetendo ao medo por medo do medo. Meses com medo. Meses de cansaço mental por não saber lidar com o medo.

Medo de ser julgada, medo de ser insuficiente, medo de não ser boa o suficiente, medo de falhar, medo de não ter ninguém por perto, medo das coisas boas, medo das coisas ruins, medo de ter amigos, medo de não ter amigos.

Medo do medo de sentir medo.
Um ciclo que parece não ter fim.
Mas que terá.

[… bônus time…]
[ uma das piores sensações que seguem esse medo, é a sensação da dissociação, o momento em que você sente que não faz mais parte do seu corpo e parece que nada é real; isso é absurdamente devastador, você só quer voltar a ser você, mas tudo o que consegue é ficar feliz por sentir que sobreviveu a mais um dia ou coisa parecida.]